Três instrumentos esperam para serem tocados.
Guitarra e baixo já afinados.
Amplificadores ligados.
Ouve-se um leve ruído do falante da guitarra.
Silêncio.
Deve ser algum tipo de estática.
Meia dúzia de amigos curiosos esperam o ensaio começar…

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Mais um bate na porta.

– Está atrasado.
– Foi mal.

Água de MelissaTrês instrumentos esperam para serem tocados. Guitarra e baixo já afinados. Amplificadores ligados. Ouve-se um leve ruído do falante da guitarra. Silêncio. Deve ser algum tipo de estática. Meia dúzia de amigos curiosos esperam o ensaio começar. Uns olham pela porta. Outros sentam no chão. Vieram ver a nova vocalista da Água de Melissa, Gabi Lima. O espaço é dividido com os brinquedos de Maria Luísa, filha do baixista Cuca. Ursinho e bonecas acabaram sendo úteis para dar mais qualidade acústica ao ambiente não totalmente preparado para a música.

A banda está pronta.
– Vamos lá?

Todos concordam e Coelho toca o riff inicial de “Sol de Nascer”. A bateria entra potente, como o marchar de um desfile militar soviético. Para. Marcha de novo. Todos juntos agora, com o baixo fazendo uma linha cíclica, mostrando um limite imaginário onde guitarra e bateria devem atuar. É porrada sonora misturada com detalhes que só quem está nos mesmos 8 metros quadrados pode perceber. Todos sentem cada deslizar de cordas, cada rangido do pedal da bateria e o baixo retumbar no peito. Gabi canta. Ela tem personalidade. A banda está diferente. “Parar? Qual é a direção? Por onde ir?” A Água de Melissa sabe — está mais madura. O solo comprova: o baixo engorda e a guitarra assume o posto principal, levando cada nota diretamente para o córtex cerebral da pequena plateia. Pulsa, retroalimenta, respira ofegante e sai vitoriosa. Não há aquela parafernalha de pedais. Coelho usa apenas a distorção do próprio cubo Fender. É o som que ele curte. A bateria de Jefferson soa muito bem, cada prato, cada hi-hat aparecem perfeitos.

A performance passa pelas 10 músicas do novo repertório, composto pelos próprios integrantes, sozinhos ou em parcerias intrabanda.

Desde 2002, a Água de Melissa existe com o trio Coelho, Cuca e Jefferson. Depois da entrada de Gabi, a banda gravou Meia Verdade e, como quis o destino, se esfarelou entre Palmas, Porto Alegre e Pelotas (cidade natal de todos). Não acabou, mas depois de 2 CDs e um DVD, as novidades tendem a rarear.

Água de Melissa no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=QQk8Cg_6WN0&list=PL4B19C1195A6DA318&feature=mh_lolz

O álbum

Meia Verdade | Água de Melissa
Ouvir um disco não é o mesmo que assistir um ensaio. Não adianta aumentar o volume do headphone nem incomodar os vizinhos com som alto. Nunca se conseguirá a sensação real da música executada no local onde foi criada. É uma experiência muito mais intensa, como também é um show. Sempre foi assim.Em seu terceiro trabalho (segundo CD), chamado “Meia Verdade”, a Água de Melissa aposta que é possível transmitir essa sensação com eficiência.

Gravação e mixagem trabalharam nesse sentido. Não foram usados vocais duplicados, teclados de base, guitarras sobrepostas, nem efeitos. É a banda como ela é, sujeita a ruídos de amplificador, microfonias, conversas entre integrantes, tomadas de fôlego, pequenas imperfeições, latidos de cachorro… Mentira — não tem latidos de cachorro.

“Meia Verdade” é a Água de Melissa inteira, de verdade. Basta colocar os fones e aumentar o volume.

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